A produção de pneus radias foi a que mais cresceu no período. Segundo a Anip, aumentou 4,7% de janeiro a setembro, enquanto a de pneus convencionais, apenas 2,4%. "Com isso os pneus radiais, que são mais modernos e mais seguros, já respondem por 70,8% da fabricação no País, mostrando que estamos acompanhando o que ocorre no mundo", afirma Alberto Mayer, presidente da Anip.
MAIS FÁBRICAS NO BRASIL
O executivo tem realizado uma série de reuniões com autoridades governamentais a fim de ampliar a produção nacional nos próximos anos, de modo a acompanhar o crescimento previsto da fabricação de veículos pelo Inovar-Auto. Segundo ele, isso depende do aumento da competitividade com a redução do “Custo Brasil”.
“Um dos aspectos importante seria a manutenção do Reintegra, se possível com aumento da alíquota, pois a atual não repõe totalmente o resíduo tributário na exportação. Se conseguirmos um plano semelhante ao do setor automotivo podemos vir a ter novas fábricas além da que se instalou agora no Paraná , gerando riqueza para o País e empregos", declara Mayer.
A mudança da relação dólar-real ocorrida nos últimos meses, embora vista de maneira positiva pelo presidente da Anip, não resolve a questão da competitividade, que é mais ampla, e inclui questões como salários X produtividade, logística, tributação e burocracia, o chamado “Custo Brasil”. Além disso, Alberto Mayer ressalta que a nova realidade do mercado cambial traz um impacto negativo sobre o custo das matérias primas importadas, que representam cerca de 70% do total de insumos usados na produção.
VENDAS CRESCEM MAIS QUE PRODUÇÃO
Acompanhando o crescimento da indústria automotiva, de 7,6% nos nove meses de acordo com a Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos, as vendas de pneus também cresceram: 7,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, para 54,62 milhões de unidades, o que inclui pneus importados.
No mercado de reposição a indústria expandiu suas vendas em 14,3% no mesmo período, chegando a 27,90 milhões de unidades, enquanto as vendas para montadoras cresceram 9%, passando de 16 para 17,5 milhões de pneus no mesmo intervalo. Apenas as exportações apresentaram queda em relação ao ano anterior, de 9,3%, ficando em 9,2 milhões de unidades.
O maior crescimento entre os vários tipos de pneus foi das vendas na categoria industrial, com expansão de 64,6%, atingindo 1,5 milhão de unidades ante 954 mil no ano anterior.
"O pneu fabricado no País é de qualidade internacionalmente reconhecida, o que vem há muitos anos permitindo atender à demanda gerada por novos modelos", comenta Alberto Mayer. Segundo ele, a indústria brasileira de pneus só não expande mais as vendas porque muitas fabricantes do exterior levam mais vantagens no mercado de reposição ao oferecer pneus de menor qualidade por preços mais baratos.
No mercado de reposição os importados continuam respondendo por 39% do consumo aparente total dos primeiros nove meses do ano, excluindo duas rodas.
Copiado da automotivebusiness
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